MATÉRIA SOBRE NOSSA HISTÓRIA ESCRITA POR MILENA PONTE:

Hoje, no dia 02 de fevereiro, a Luah e o Danilo comemoram sete anos desde que saíram para viajar pelo mundo a fora. E o blog está puro amor. No mês de fevereiro se comemora o Valentine’s Day, que é o dia dos namorados em alguns países. A história de hoje é cativante. Eles têm um projeto maravilhoso chamado Walk and Talk, que começou quando eles foram viajar pelo mundo para descobrir o que motiva as pessoas. E hoje trabalham com workshops, palestras e cursos espalhando tudo o que aprenderam pelo mundo. Em outro momento, é claro que teremos uma entrevista com eles contando um pouco mais sobre a viagem. Por hoje, fica a história desse casal tão bonito por dentro e por fora. Para você começar a viver essa história, indico o link onde o Danilo conta romanticamente como conheceu a Luah.

E com vocês, a história da Luah!

Quando a gente começou a desenhar a viagem, não tínhamos tanto tempo assim de relação. Foi super engraçado porque na época em que nos conhecemos, eu falei que em breve faria um mochilão. Na verdade, naquele momento eu já queria fazer uma viagem pesquisando a motivação das pessoas, mas que duraria o mais tardar 3 ou 4 meses. Então ele perguntou se poderia ir junto e eu disse que sim. A partir daí o projeto foi nascendo dentro da gente e fizemos a volta ao mundo.

Antes de irmos viajar pelo mundo, fizemos uma pequena viagem para o Rio de Janeiro. No bairro de Santa Teresa vimos um par de alianças de prata e resolvemos comprar. Ali fizemos a troca das alianças. Depois de pouco mais de um ano de viagem nós dois passamos por dois momentos onde recebemos favores muito grandes de duas pessoas especificamente.

A primeira vez aconteceu comigo na Guatemala, onde uma senhora com um bebezinho me salvou de uma chuva absurda. Sem saber de onde eu era, sem falar minha língua, enfim. No final eu queria retribuir a ela pelo agrado e pela ajuda e eu não tinha nada a não ser a roupa do corpo e a aliança de prata. Eu acabei dando a minha aliança pra essa pessoa e o Danilo não estava comigo nesse momento. Contei o que aconteceu, que fui tão grata por ela que eu acabei dando a nossa aliança porque eu não tinha outro jeito de demonstrar minha gratidão. Ele entendeu bem e ficou com o anel dele. Passado um tempo, eu não lembro exatamente qual foi a circunstância, o Danilo passou por algo muito semelhante e ele também quis retribuir uma pessoa e deu a dele.

Então nós dois ficamos sem aliança e pensamos que foi um elo da gente com a gratidão. Passados uns meses, nós estávamos nos EUA (isso tudo era projeto Walk and Talk) e um dia, passando por uma joalheria, resolvemos entrar e compramos duas alianças. Não sabíamos em que momento trocaríamos as alianças, mas combinamos que independente de casamento formal, iríamos guardá-las na mochila até que sentiríamos que tinha chegado o dia certo. Isso aconteceu em setembro. Quando chegou o final desse mesmo ano, nós fomos para o México e alguns amigos nossos resolveram viajar para encontrar com a gente e passar o réveillon.

No dia 3 de janeiro de 2013 (já estávamos viajando há quase 2 anos), combinamos com os amigos de ir num parque de aventura chamado Xplor Park. O parque é bem ligado a natureza, tem tirolesas e fica na selva maia, o que significa muito pra gente. Era um dia lindo, estava um dia de sol maravilhoso. Nesse dia sentimos um ímpeto de levar as alianças para o parque, não me pergunte o porquê. Estávamos saindo de casa, voltamos e pegamos as alianças. A entrada do parque é por uma caverna e dentro da caverna começamos a escutar “tum tum tum tum”. Era super forte, ficamos todos arrepiados. Próximo a bilheteria tinha um coração gigantesco, que era o símbolo do Xplor, devia ter uns 3m ou mais e esse coração ficava pulsando na entrada do parque. Quando vimos aquele coração, pensamos na nossa vida que foi toda pautada na aventura, no explorar o desconhecido e nessa coisa de estarmos ligados pela energia do amor. Ficamos arrepiados.

Então a gente entrou no parque. Estávamos com roupas de ginástica e capacetes. Começamos subindo para o primeiro conjunto de tirolesas que já é bem veloz e atravessa a selva maia. Quando chegamos no topo, o Danilo tira a aliança da mochila e grita na frente de todo mundo: Luah, você quer casar comigo?

Ouvimos um coro dos mexicanos “Casa! Casa!”. E o Dan disse mais “Vamos trocar as alianças na tirolesa”. Ele pediu para o coordenador da tirolesa e ele deixou. Eram duas tirolesas correndo uma ao lado da outra. Na tirolesa ao lado, um amigo foi com uma câmera filmando a troca das alianças. Eu me lembro de ter pensado “Se essas alianças caírem na selva, eu nunca mais vou achar. Se eu conseguir trocar as alianças num sol de quase 40 graus, a gente suado, com protetor solar, os dois enganchados naquela tirolesa, sei lá a quantos km por hora é porque negócio era pra dar certo mesmo”.

Lá na frente todo mundo gritava e atrás da gente vieram todos os nossos amigos. Foi bem legal, a gente conseguiu com muito jeitinho fazer a troca e eu nem achava que fosse dar muito certo. Quando chegamos do outro lado, me deu uma tremedeira! Os amigos foram chegando, todo mundo batendo palma. Eu ria e chorava, fazia tudo ao mesmo tempo. A gente conta que não foi a gente que escolheu o dia do nosso casamento, foi o dia que escolheu a gente. E todo dia 03/01 a gente celebra muito. Para mim e para o Dan a selva maia tem muito significado e o voo é algo que nos une. Essa ficha só caiu depois de um tempo, mas minha história com o Danilo muitas vezes se passou nos aviões, não só por conta da volta ao mundo, mas a trabalho mesmo. Então viajamos pra vários lugares até mesmo de férias. Em vários cantos. O voo é algo que nos conecta.

E você algum dia achou que tudo isso fosse acontecer? Que algum dia iria encontrar alguém desse jeito?

Nossa, essa pergunta foi muito difícil. Acho que sempre acreditei na existência da alma gêmea, mas alma gêmea nem sempre significa que seja sempre perfeito. Não quer dizer que a pessoa tenha que ser como você, pelo contrário, a alma gêmea é sempre um complemento que te faz evoluir e evolução nem sempre é fácil. São pessoas que vem e tem uma característica que quando estão de frente para você, funcionam como um espelho para olhar a sua própria existência. Depois que eu conheci o Danilo, eu fui evoluindo como pessoa, como ser humano no mundo. Hoje eu sou muito melhor do que eu era quando eu conheci o Dan. Então, não sei se é só no meu caso, mas alma gêmea tem essa propriedade de nos fazer evoluir. E como eu sempre achei que isso fosse possível de encontrar, acho que as coisas acabaram coincidindo.

Desde pequena eu nunca tive o sonho de casar e de ter filhos, nem de ter uma profissão formal, eu acho que sempre fui muito fora da caixa. Mas eu sempre achei que eu fosse encontrar um companheiro e isso era meio que uma premissa pra mim.

Acredito que cada um de nós tem mesmo uma essência, um ouro, algo muito forte e que está com a gente desde muito pequeno. Se você começar a investir e investigar, essa essência vai te apontar para uma jornada que a gente tem para atravessar ao longo da nossa vida. Mas eu também acho que cada um de nós é responsável por fazer com que essas coisas aconteçam. Eu acredito que existe uma alma gêmea, mas se vemos defeitos em todas as pessoas que aparecem, a alma gêmea pode ter passado várias vezes, mas nunca vai ser vista.

Sobre a jornada de vida, se a gente começa com muito medo, com muitas inseguranças, não se lança, não sai nunca do lugar, aceita só a primeira coisa que aparece, a gente se impossibilita de ir além e de trilhar essas jornadas de bem aventurança. Temos uma pré-disposição para encontrarmos uma pessoa ou viver uma jornada, mas a gente precisa estar aberto a essas duas situações. E no meu caso, como eu gosto do novo, acho que acabou acontecendo porque eu estava aberta para aquilo.

Gostaram?

Lá no site deles tem muitas outras histórias legais sobre o projeto Walk and Talk. Em um segundo post, eles vão responder a algumas perguntas sobre como o projeto aconteceu.

Recadinho!

Pessoal, a Luah e o Danilo estão concluindo uma formação em coaching. Eles perceberam que a jornada de vida deles é muito diferente da maioria das pessoas e muitos admiram a coragem que eles têm para se lançar em todos os sentidos. O Danilo irá trabalhar ajudando a pessoa a se manifestar no mundo, seja através de um site, uma marca… mas algo que parta da essência dela e a Luah ficará na parte de trajetória, ajudando as pessoas a descobrirem o que querem fazer.

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