Como sabemos que a pressa é inimiga da perfeição e o Caminho de Santiago é algo mágico, decidimos dedicar o máximo de tempo possível à essa experiência. Dessa maneira conseguimos entender melhor a cultura local, a história e tivemos mais oportunidades de troca com cada pessoa que encontramos, peregrinos ou locais.

Quando partimos não sabíamos exatamente quanto tempo levaríamos para chegar ao final, mas tínhamos 2 meses para fazer o Caminho. Muitos estimariam que em trinta e poucos dias estaria acabado, mas totalizamos 52 dias de jornada. Alguns podem dizer: como foram devagar! Mas foi aí que encontramos nosso ritmo para realizar o projeto. E encontramos peregrinos ainda mais “lentos” que nós, acreditem! rsrsrs

O tempo ideal a ser dedicado para essa aventura, cada um é que vai definir. Nosso conselho é deixar uma folga na agenda porque alguns pontos merecem uma parada mais longa para exploração ou mesmo para descanso.

Entre o início do nosso Caminho e o final, sentimos uma grande diferença no número de pessoas caminhando e na velocidade da caminhada. Quanto mais nos aproximávamos da Galícia (última província para chegar a Santiago) mais gente havia no Caminho, vimos muita gente passar sem ao menos prestar atenção nos lindos sinais que o caminho apresenta. Flores, animais, acontecimentos culturais, pessoas, tudo parecia passar desapercebido pelos caminhantes em ritmo frenético para chegar! Mas onde iriam chegar daquela maneira, onde? Talvez a Santiago, mas não ao encontro deles mesmos seguramente.

Estar de peito e olhos abertos faz toda a diferença nessa peregrinação, que é tão especial. Rápido ou devagar são extremos opostos e também conceitos relativos. Encontrar o próprio ritmo é perfeito, ouvir o corpo falar quando temos sede, sentimos dores, fome ou quando bolhas começam a aparecer. É terrível quando uma pessoa tem algo para nos dizer mas não damos atenção pois precisamos ir… É preciso fundir-se ao Caminho, estar alinhado com seus símbolos e sinais; através da natureza ou das pessoas o Caminho fala com você! Se vamos rápido demais perdemos tudo isso, se vamos muito devagar não alcançamos.

Encontrar o ritmo do caminho das nossas vidas é essencial para que a gente consiga captar a essência do que está ao nosso redor. Encontrar o ritmo do caminho das nossas vidas é sentir na pele a experiência de estarmos vivos e é assim que podemos nos relacionar com tudo e todos de maneira mais plena e bela.

Ultreya!

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