Gratidão… palavra cada vez mais falada nos últimos tempos e perfeita para iniciar nossos posts em 2017.

Final de um ano e início de um novo ciclo são datas em que muita gente faz suas listinhas de agradecimento e novos pedidos.

Eu sempre tive o hábito de encerrar meu ano agradecendo pelas conquistas, pelas novas descobertas, pelo trabalho, pelos bons amigos que tenho, pelo amor e companheirismo do Danilo, por nossas famílias, etc…

No final de 2016 incluí, de uma maneira diferente, mais um item em minha lista de gratidão. Resolvi cumprir uma promessa feita quando viajamos ao Perú dentro da Basílica de La Merced em Lima.

Talvez alguns de vocês se lembrem de um post contando que quando embarcamos para Expedição Perú eu estava em meio à uma dolorosa crise de ciático. Tentei inúmeros tratamentos no Brasil antes de embarcar e… nada. Viajei com cara de guerreira, mas por dentro as dores eram super fortes. Dois dias depois de nossa chegada em Lima fui parar na Basílica de La Merced. Lá é a “morada” da enorme Cruz do Frei Pedro Urraca, conhecida por seus poderes milagrosos quando tocada. Aos que não acompanharam nossas aventuras em território peruano, vale a pena dar uma olhada no texto “Confissões de uma peregrina” onde conto sobre esse episódio. (Vou postar o link aqui nos comentários)

O fato é que todos que alcançam os milagres ao tocar a Cruz, voltavam para deixar ao seu redor corações prateados que simbolizam o sagrado coração de Jesus. São milhares e milhares de corações adornando a enorme parede da igreja. Quando soube dos milagres da Cruz de Urraca, não tive dúvidas, a toquei com certeza de cura pedindo ajuda com meu ciático. Como sabia que não voltaria tão cedo à Lima, prometi que uma vez curada, tatuaria em algum lugar do meu corpo um coração semelhante aos corações expostos na parede.

Exatamente um ano se passou desde minha promessa e de meu rápido e impressionante reestabelecimento do ciático. No final de 2016 resolvi cumprir cumpri-la. Tatuei o sagrado coração logo abaixo do pulso. Coladinho à ele pedi para adicionar um pequeno símbolo que significa “Semente”, ou “Qanil” – meu signo na cultura Maia. Cultura que tanto aprendi amar.

Sincretismo religioso?! Sim! Tenho orgulho de acreditar em muitos caminhos e entender as crenças como um conjunto de símbolos, signos e arquétipos que levam, ao meu ver, à mesma fonte divina. Não me considero uma pessoa com uma religião como estandarte, mas tenho sim muita fé na vida e fé no caminho que nos é oferecido, tendo um apreço especial por tudo que é considerado divino.

Acho que essa crença na vida nos dá mais força para seguir adiante. Não importando que forma de crença seja, desde que, logicamente, respeite ao próximo em sua fé, seja ela qual for.

Eu sei que gostei de ter cumprido minha palavra e de dar contornos ao que verbalizei no Perú. Parece que algo dentro de mim não estava em paz enquanto não manifestasse aquilo que havia combinado com a Cruz-igreja-vida-universo e principalmente comigo mesma. Essa foi uma forma diferente que encontrei de agradecer! Acho que existem várias maneiras de exercer a gratidão e muitas são as situações cotidianas que deveriam nos levar à esses momentos de agradecimento.

Me contaram um dia que quanto mais a gente agradece, mais coisas para agradecer o Universo nos manda. Resolvi acreditar nisso, simples assim! E quando começo à agradecer ao Sol por nos esquentar, à água para nos lavar e hidratar, às abelhas por polinizarem nossos jardins, aos ombros amigos que aparecem na nossa estrada, aos cílios que mantém meus olhos limpos, à família que me deu raízes sólidas, à infância tão boa que tive, ao alimento na mesa todos os dias… ao meu ciático que anda firme e forte – das coisas mais simples às mais grandiosas, a vida vai me mandando mais e mais motivos para ser grata.

Quis compartilhar essa história-promessa que é um pedacinho da minha intimidade, e aproveitar também para agradecer à cada um de vocês que nos acompanham por aqui! Vocês que compartilham sua vida e sua opinião, enriquecendo não só nossa jornada, mas a jornada de cada persona linda e inspiradora que honramos por aqui contando suas histórias.

Pra mim gratidão também é amor. Amor em forma de reconhecimento e acolhimento. E venham mais e mais momentos para agradecer!

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