Alguém que ama o que faz com certeza muda a vida dos outros ao redor. Ontem tivemos a sorte de conhecer alguém assim. Seu nome: Benjamin Grajeda Santander – o melhor guia que tivemos até hoje.

Já nos primeiros minutos de contato, sabíamos estar diante de um baita profissional. Seguro, firme, organizado e apaixonado por sua cultura, Benjamin que mais parecia o Indiana Jones dos Andes, nos presenteou com páginas e mais páginas de história, não só do Império Inca, como da história do Perú. Detalhes em geral não contados, mas que ele faz questão de narrar com paixão e amor. Em seu caldeirão de conhecimento estão um profundo estudo de história, uma imersão de alguns anos em uma comunidade indígena e ainda sua formação em Ciências Agrárias e Zootecnia. Inspira a todos através dessa sabedoria integrada, somada a um sentimento enorme de orgulho e patriotismo, sentimento, aliás, bem comum aos peruanos.

Foram quase 12 horas de tour e nessas tantas horas, Benjamin, incansavelmente, nos deu informações super valiosas que vão nos ajudar em nossas matérias daqui pra frente. Entre elas, algo super interessante:

A palavra Inca, usada hoje em dia para dar nome ao Império, raça ou povo, acreditem vocês, dizia respeito apenas aos Imperadores. Inca era a denominação apenas dos líderes. Sacerdotes, nobreza, militares, agricultores e população em geral não eram chamados Incas. Ou seja, o certo não é falar Império Inca e sim Império do Inca. É como se fosse o “título” conferido aos Césares durante o período do apogeu Romano. Por aqui os Césares eram os Incas.

Fica aqui apenas uma aperitivo. Sem dúvida ter um bom guia muda completamente a experiência. Tivemos a sorte grande de cair no grupo de Benjamin. Ele esteve entregue em 100% de seu tempo. Tirou dúvidas, comentou nomes, datas, detalhes… Tudo de COR – do coração. Mudou nosso dia, nos transportou para o passado, nos levando para um passeio dentro e fora do tempo. E o mais bacana, tem dois filhos, um já é guia e o mais novo, com apenas 6 anos, já acompanha o pai. Está ensinando tudo que sabe para os 2, deixando assim seu legado.

Não nos restam dúvidas que aqueles que tem amor e por aquilo que fazem e exercem a excelência, tem mesmo a capacidade de tocar, inspirar e mudar o mundo ao seu redor. Gratidão ao dia que tivemos!

Dica: sempre que possível contratar um guia, principalmente nos sítios arqueológicos aqui no Perú. Explorando sozinhos perdemos o real sentido daquilo que estamos vendo. As culturas ancestrais escondem muitos tesouros e nos dão enormes lições de vida, mas para experienciar, apenas contando com ajuda de quem sabe do assunto.

Fazemos questão de deixar o contato do Benjamin para os futuros viajantes: bgrajedas@hotmail.com

Quem quiser o telefone, passamos inbox.

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