Distâncias nunca mexeram tanto com nossa cabeça!! Andar 10, 15, 20, 25 ou 30 km em um dia com uma bela mochila nas costas, em longas retas, infinitas subidas, bruscas descidas, curvas que revelam mais e mais paisagens…

Marcamos um ponto no horizonte e pensamos “Nossa, como está longe, vai demorar um século pra chegarmos lá…” e num piscar de olhos a paisagem é outra, o que parecia distante já está sob nossos pés e em outro piscar de olhos, ficou pra trás. Essa é a visão dos dias no Caminho: cruzar horizontes!

Mas há dias em que avistamos pequenos povoados e pensamos “Que bom, já está logo ali” e depois de 20 minutos parece que o tal povoado ficou mais longe, mais 20 minutos, estamos mais longe ainda e depois do que pareceram horas de caminhada, começamos a verdadeiramente nos aproximar… Curioso como a mente e os olhos nos pregam peças!

Expectativas, estado físico, sensação de dor, fome, sede, vontade de ir ao banheiro e até aquele momento de bom ou mal humor podem modificar totalmente a noção de tempo e espaço…

Dependendo de como nos sentimos as experiências são distintas. Para uns baixar expectativas ajuda, para outros não. O que vale é prestar atenção se estamos sendo afetados de forma negativa pela mente e buscar o nosso próprio modo de amenizar esses efeitos.

E dessa maneira o Caminho recria a vida uma vez mais, nos lembrando que somos responsáveis por criar no nosso dia a dia momentos leves, assim o tempo passa com mais harmonia, as distâncias diminuem e os espaços se modificam!

Ultreya!

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