Glastonbury Walk and Talk - 6

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PELAS RUAS DE GLASTONBURY… sem querer, encontramos Deusas, fadas e todos os elementais típicos da Grã-Bretanha. Ops, como assim?!

Foi num bonito dia de verão que resolvemos satisfazer meu desejo adolecente de conhecer Glastonbury – a lendária terra dos contos de Rei Arthur e Glastonbury Tor – conhecida como a antiga Ilha de Avalon, descrita nos contos arturianos.

O Danilo havia finalmente saído do hospital e estava se recuperando da Febre Tifóide que pegou na Índia. Para celebrar, pegamos um ônibus e fomos direto para as terras das Brumas de Avalon. Não fazíamos ideia do que nos esperava por lá…

Assim que chegamos subimos a mitológica Glastonbury Tor (aventura narrada em outro post aqui do blog). Que emoção!! O lugar é de outro mundo e tem mesmo uma energia de outro mundo. Assim que descemos para a pequena cidadezinha de Glastonbury tivemos uma enorme surpresa. Sem querer, fomos parar em meio a “Glastonbury Goddess Conference”, ou Conferência das Deusas, evento anual que reúne gente de todo o mundo.

Aquele ano estava sendo celebrada a “Deusa da Água” e pra onde olhávamos, tudo era azul e verde. O queixo caiu! Fomos transportados para uma Terra do Nunca ou um Mundo de Oz, sei lá… A cidade estava lotada de gente interessante e figurinos exóticos, criativos, indescritíveis desfilavam pelas ruelas medievais. Vitrines, restaurantes e espaços públicos acompanhavam trazendo esses tons da água. Depois soubemos que a cada ano uma Deusa é celebrada, escolha que muda as cores e a energia da festividade.

Workshops, palestras, shows, vivências e cerimônias estavam espalhadas pelos 4 cantos. De tanto em tanto tempo as ruas eram tomadas por procissões, música, dança e poesia. Corremos contra o tempo para tentar ver e sentir um pouco de tudo que estava acontecendo. Aproveitamos pra interagir e conversas geniais saíram daquela tarde que era pra ser apenas um passeio.

Se nossa ideia era celebrar, o dia foi perfeito, não havia nada mais pitoresco do que brindar no meio daquela festividade. O Danilo estava curado, a Volta ao Mundo iria seguir e eu havia conhecido um lugar que fazia parte dos meus sonhos adolescentes, de lambuja celebramos a grande mãe Água.

O curioso é que naquela época ainda não se falava em crise hídrica, muitos ainda consumiam água como se não houvesse amanhã. Lembro hoje da Conferência de Glastonbury e penso que a escolha da Deusa não podia ser mais visionária e acertada. Hoje a celebração não poderá mais se ater a apenas alguns dias, a reverência e gratidão terá que ser diária. E que essa grande mãe não nos abandone.

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