Escrevi esse post no banco de uma praça na pequena cidade de Andahuaylillas no interior do Perú.

Não estava me sentindo nada bem, por isso resolvi esperar do lado de fora enquanto a Luah visitava a chamada “Capela Sistina das Américas”.

Comecei a caminhar lentamente pela praça para ver se me sentia um pouco melhor. Como estava andando a passos de tartaruga cumprimentei 2 senhores sentados na praça.

– Buenos días! (falei)

– Buenos días! (eles responderam)

De repente um deles me perguntou de onde eu era, e assim que falei Brasil, ele disse:

– No Brasil existe apiário?

Era o tipo de pergunta que eu nunca imaginei que ele ia me fazer… Comentei que sim, e daí em diante começou um papo sobre apiário, mel, abelhas, Brasil, Perú, etc.

Em apenas 5 minutos de conversa eu já estava convidado a conhecer seu apiário. Pensei “que legal conhecer um apiário no Perú”, mas lembrei que íamos seguir de ônibus e por isso não teria tempo. Falei que não daria e ficamos filosofando enquanto a Luah não vinha. Agradeci pelo convite, pela conversa, me despedi e saí dali pensando em como sempre existe um ponto de conexão entre as pessoas, seja ele qual for.

É por essas e por outras que acredito que viajar é viver. Até hoje não descobri nada melhor que uma viagem como fonte de conhecimento e experiência. Quando tenho papos genuínos como esse que comentei agora, isso ensina como me relacionar com o universo do outro e também com o meu próprio universo.

Ao viajar, o importante é se deixar invadir por tudo que os 5 sentidos podem captar, se deixar invadir pelas situações ora complicadas, ora recompensadoras, se deixar invadir pelos papos simples, que ensinam muito. Como o que tive com o senhor da praça de Andahuaylillas.

Tudo isso, marca nossa memória e recheia nossos corações de novas inspirações, que acabam se manifestando nas pequenas ações do dia a dia, nos tornando melhores.

Ah, infelizmente não tenho uma foto com os senhores, pois nesse momento a câmera estava com a Luah!

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