Walk and Talk | O que te motiva?

PLANEJAMENTO FINANCEIRO DA VOLTA AO MUNDO + ENTREVISTA JORNAL DA GLOBO

Globo entrevista volta ao mundo

Muita gente nos escreveu pedindo pra postar o link da entrevista do Walk and Talk para o Jornal da Globo feita pela Jornalista Michelle Barros. Fizemos uma edição com o que gravamos direto da TV e abaixo está o vídeo. Legal a gente explicar melhor alguns detalhes que escaparam da edição da matéria.

O primeiro ano do projeto Walk and Talk – A volta ao mundo, foi patrocinado pela construtora Gafisa e outras empresas que nos apoiaram com produtos e serviços (Curtlo, Eurail Group, Pixit, Assist-Card, Você S/A…). Como o patrocínio saiu poucos dias antes da viagem, o Danilo já havia vendido o carro para empreender o dinheiro no projeto e eu entraria com economias guardadas, o que acabou acontecendo no segundo ano.

A princípio íamos viajar apenas por 7 ou 8 meses e foi para cobrir os custos desse período que o patrocínio entrou. Apertamos bastante nossos gastos nos primeiros meses de viagem e conseguimos fazer o valor durar até o final do primeiro ano. Ao decidir seguir com o Walk and Talk, empreendemos nosso recurso pessoal. Essa foi a trajetória do projeto.

Demos outros depoimentos que não apareceram na edição da matéria mas podem ajudar no planejamento de futuros viajantes. Legal compartilhar…

Compramos o máximo de papel moeda que conseguimos antes de sair do Brasil. Parte ficou alocada nos cartões Travel Money do Banco Daycoval, que dão segurança na hora de viajar pois embarcar com muito dinheiro vivo pode ser um problema, principalmente em caso de roubo. Tínhamos cartões em dólar e em euro já que passaríamos também pela Europa, todos duplicados em caso de perda, roubo ou extravio.

O que foi bacana no Travel Money?! A conversão do real para as moedas estrangeiras (dólar e euro) são feitas no momento da compra e o valor fica disponível nos cartões para ser usado em 1 ano. Iniciamos a viagem com um dólar fantástico, cotado na época em 1,68 reais. Durante a viagem passamos por muitas altas da moeda mas não sofremos pois o dinheiro já havia sido convertido e estava protegido no cartão viagem. Na época, esses cartões não sofriam com o advento da nova taxa de IOF, que da noite para o dia aumentou todas as operações nos cartões de crédito tradicionais em mais 6% do valor original que era de 0,38%. Essa foi uma sobretaxa criada pelo Governo Dilma que quase acabou com o nosso planejamento orçamentário. Imagina que se tívessemos contato apenas com os cartões tradicionais, não só teríamos sido afetados com o grande aumento do dólar, que parou em 2,22 no final da viagem, mas também todos os nossos gastos teriam ficado 6% mais caros da noite para o dia.

Infelizmente nós viajantes ficamos sem saída e hoje o Governo estendeu essa sobretaxa também para o Travel Money, a vantagem é que ele ainda protege a conversão feita no momento da compra e caso viajante transite por países com diversas moedas, a conversão não sofre tantas perdas como com os cartões de crédito que convertem o valor gasto na moeda local para o dólar e do dólar para o real.

Outra coisa bacana que fizemos: compramos dólar ao longo de diversos períodos antes da viagem, isso nos garantiu uma boa média de câmbio. Aqueles que deixam para comprar tudo de uma só vez de útima hora, podem sofrer com um possível pico da cotação no momento da compra.

Lidar com um planejamento a longo prazo em um projeto no exterior não é fácil, a flutuação do mercado pode impactar e muito os valores finais. O melhor que pode ser feito é deixar sempre uma margem para lidar com essas intempéries e rezar pra viagem não ser prejudicada por grandes aumentos de taxa e câmbio. Afinal, fazer uma fezinha sempre ajuda…

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