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Desvendando Ayutthaya, mais uma matéria para a Revista Rota Leste

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As bicicletas rodam e o coração sente… essa é a dinâmica perfeita da antiga capital do reino da Tailândia; Ayutthaya. Ainda não tão explorada pelo turismo massivo e por isso mesmo, uma pérola para os 5 sentidos.

Ayutthaya guarda pulsante em seus entornos e contornos muitas riquezas à serem desbravadas pouco a pouco. Atualmente a maioria dos turistas passa apenas algumas horas na cidade em um passeio frenético e acelerado, o que é um verdadeiro desperdício, pois há muito o que explorar nessa cidade pra lá de pitoresca. Uma manhã, uma tarde ou um dia, representam “pouco” para o “muito” que existe em Ayutthaya.

Muitos não sabem mas a Tailândia é uma monarquia, onde reina Bhumibol Adulyadej, o mais antigo chefe de Estado ainda em exercício no mundo. Querido pelo seu povo Bhumibol vai além do seu status de Rei, é uma espécie de mártir e de líder espiritual – personifica um misto de atributos; revelados através da adoração e veneração de sua gente.

Hoje a capital da Tailândia é Bangkok mas nem sempre essa foi a cidade que abraçou o comando do reino. Até 1767, quando foi destruída pelo exército da Birmânia, a pitoresca Ayutthaya que fica 80km da atual da capital, era a impressionante sede do Império Sião. O nome Tailândia foi dado apenas em 1939 para essa pátria antiga e tão cheia de histórias.

A Cidade Histórica de Ayutthaya, como é conhecida, faz valer a teoria de que nos menores frascos estão os melhores perfumes, apesar de não ser uma cidade grande, em cada metro quadrado revela uma surpresa. São templos, pagodas, ruínas, parques, atrações e paisagens que demandam tempo e atenção. A cidade foi fundada em meados do século XIV sobre uma ilha formada às margens rio Chao Phraya, o mesmo que atravessa Bangkok. Ayutthaya se tornou no século XVII um importante porto internacional que mantinha relações comerciais com diversos países da Europa e da Ásia.

Pedalar é a melhor maneira de sair à caça dos tesouros do antigo reino. Foi assim que fizemos nos 6 dias que ficamos por lá e assim  aconselhamos futuros viajantes. O complexo de templos e pagodas se estende também pelos arredores da ilha, então a bicicleta ajuda a complementar a visita.

Com um mapa turístico nas mãos fica fácil chegar nos principais pontos de Ayutthaya, entre eles:

As belezas do Wat Mahathat, que entre outras maravilhas conserva até hoje uma lendária cabeça de Buda entrelaçada nas raízes de uma grande árvore.

O Wat Phara Sri Sanphet que fica bem no coração da antiga cidade, é uma das atrações mais procuradas e repletas de história.

O Wat Lokayasutha, onde pode ser visto um enorme e impressionante Buda deitado. Esse templo fica em meio à uma área de lindos jardins e rodeada por outras pequenas e encantadoras construções.

O templo Wat Chaiwatthanaram, construído em 1630 no estilo arquitetônico Khmer, cuja visita é indispensável e fica fora do centro histórico, mas de bicicleta é um pulinho.

Um programa para entrar no clima “Thai” é jantar em um dos restaurantes flutuantes que operam em antigas embarcações do rio Chao Phraya. Essa é uma opção bem peculiar onde é possível observar de perto a cultura asiática. Sem esquecer que a cidade também possibilita passeios de elefante para aqueles que querem se aventurar.

Ayutthaya não é o local com a maior quantidade de hospedagens da Tailândia. Mas descobrimos um verdadeiro paraíso, um Hotel-Museu chamado Iudia. O local é repleto de arte e possui uma das vistas mais privilegiadas da cidade. Uma cena que nos deixou totalmente absortos foi apreciar à noite, de dentro da piscina do hotel, um complexo de pagodas impressionante espelhado no rio Chao Phraya. Como se não bastasse a belíssima iluminação dos monumentos, as águas do rio absorveram a noite e prepararam um moldura cor de ônix para incorporar os reflexos dos antigos monumentos. Essa certamente foi uma cena registrada para sempre em nossa memória.

Pim é o nome da idealizadora do projeto que mescla hotel e museu. Tudo começou com sua paixão por cerâmicas, influenciada por sua família que sempre trabalhou com a importação dessas peças. Interessada pela origem, fascinada pela história e pela utilização dos diversos tipos de cerâmica, se propôs a estudar e catalogar todos os itens que decidiu colecionar. Para compartilhar sua paixão, teve a idéia de fazer um hotel, onde poderia receber hóspedes, amigos e familiares que não precisariam ir até um museu para ver peças raras. Ela decidiu que sua coleção seria usada na decoração e as posicionou cuidadosamente em vitrines pelos corredores, halls e quartos. O clima é pra lá de asiático, cada quarto possui uma decoração e peças distintas. Além de desfrutar a piscina com uma das paisagens mais exóticas do mundo, o interior do hotel é de um grande conforto, se tornando uma excelente base para explorar os tesouros perdidos da antiga capital do reino.

Ayutthaya é uma aventura ao passado, suas formas arquitetônicas trazem consigo a força do império, a leveza e a paz da religião, o frescor das águas do Chao Phraya e a aura mística de um local exótico no coração da Ásia.

Texto Luah Galvão
Fotos Danilo España

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