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Autenticidade: invista em ser quem você é!

Se tem uma palavra que hoje em dia está tilintando na mente e no coração de muita gente, essa palavra é autenticidade. Alguns podem até confundir autenticidade com dizer aquilo que se pensa, mas o conceito vai bem além disso.

Se tornou urgente e quase vital definir uma via própria e única de expressão no mundo. Temos uma necessidade latente de dar sentido para a existência e encontrar algo que nos faça viver uma vida com mais propósito.

Em nossa interação com o mundo, somos influenciados por todo tipo de informação. No passado, essas informações chegavam prioritariamente através de conversas e da observação da natureza. Hoje em dia a internet está aí, bem nas nossas mãos em smartphones, notebooks, tablets, computadores, TV’s, nos aviões, ônibus, escolas e em breve nas geladeiras e outros eletrodomésticos. Isso faz com que a quantidade de informações com que temos contato ultrapasse qualquer limite jamais imaginado. Assim lidamos com uma enxurrada diária de histórias e estilos de vida de pessoas das mais diferentes culturas, raças e classes sociais. Atitudes, iniciativas, condutas, cases de sucesso e fracasso – nas mais diversas áreas – são exemplos para refletirmos e avaliarmos o que nos diz respeito e o que não. Ora esses exemplos podem ser super inspiradores, ora podem confundir nossa cabeça para construirmos um caminho autêntico.

Mas como encontrar esse caminho autêntico? 

Sabina Deweik, especialista em inovação e umas das responsáveis por trazer o Cool Hunting para o Brasil (profissão dos caçadores de tendências), contextualiza: “Estamos vivendo um momento de transição global, deixando antigos paradigmas e começando a viver em uma sociedade diferente, com outros valores. Tanto pessoas como empresas se questionam como dar o próximo passo. Como eu me movo agora nesse mundo que está diferente? Nesse mundo que está pedindo mais colaboração, compartilhamento, compaixão, intuição e empatia.”

Sabina completa afirmando que a autenticidade depende do autoconhecimento. E complementa dizendo: “Indivíduos e empresas precisam estar cientes de suas vulnerabilidades e fortalezas. Muitos não conseguem se tornar únicos porque se preocupam demais em atender expectativas ou imitar o que pode ter funcionado para outros.”

Concordo plenamente com Sabina ao identificar o autoconhecimento como peça-chave e que muito da dispersão venha de tentar atender a estímulos externos. Vejo a internet como uma vitrine de todos esses estímulos, onde olhamos desejosos, mas não podemos adquirir tudo que vemos.

Acredito que o desafio de ser autêntico reside em agir de total acordo com nosso Eu mais profundo, com nossa verdadeira essência; aquela que contém valores, talentos e tudo aquilo que mais prezamos na vida. Para marcas, acredito valer basicamente o mesmo conceito: é preciso se empoderar de seus valores, crenças e ter atitude na hora de se comunicar.

Mais um momento interessante no papo que tive com Sabina foi quando ela disse: “Ser autêntico tem a ver com a nossa história e também com a memória. Autenticidade de uma marca ou de uma pessoa tem a ver com o passado dela. Muitas vezes, as empresas esquecem como elas nasceram, qual era o propósito primeiro, quem foi o fundador. Quando esquecem disso, perdem a sua originalidade. Trazendo para os indivíduos, eles também só são únicos pelas experiências que viveram, pelos pais que tiveram, lugares que foram, como se relacionaram com outras pessoas ao longo da vida… Todo nosso passado faz de nós pessoas únicas e mesmo que vivêssemos tudo novamente não seria igual, porque cada momento é irrepetível.”

Sabina vê no passado uma base de construção para nossa originalidade e diz: “Para inovar também é importante olhar pra traz.”

Para fechar, complementaria a frase da Sabina dizendo que para se tornar autêntico é preciso olhar para o passado e também para dentro de si mesmo. Ao termos coragem de manter um canal aberto com a nossa verdadeira essência, que também carrega toda a nossa história, encontraremos uma maneira autêntica de nos expressarmos no mundo.

“Buscas a perfeição? Não sejas vulgar. A autenticidade é muito mais difícil.” – Mario Quintana

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Por Danilo España

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