Ontem foi um dia atípico na viagem – andamos pouco mas subimos muito, quase até o pico mais alto do Caminho e como queríamos falar com uma pessoa em

especial resolvemos parar em um “pueblo” chamado Foncebadón.

Tínhamos acabado de acomodar nossas mochilas em um albergue quando escutamos um gringo com super cara de gringo nos perguntando em português “Vocês são do Brasil?!”. O nome dele é Michael, um suíço muito figura que logo tirou uma camiseta verde e amarela da mochila e nos disse “Eu amo o Brasil, amo tanto a terra de vocês, que trouxe uma camisa da seleção para comemorar a vitória brasileira no mundial” – falou com uma cara triste de consolo e guardou a camiseta…

Mas como o assunto aqui não é futebol, vamos ao ponto dessa nova história. Assim que Michael guardou a camiseta da seleção, tirou da mochila um bloquinho de folhas brancas, uma lata cumprida colorida e nos disse “Vocês gostariam de escrever uma mensagem para melhorar o mundo, ou pedir algo que possa ajudar alguém?!” e continuou – “Estou coletando vários sonhos, pedidos e desejos, vou levar todos até Finisterra e quando chegar lá vou fazer um rito especial e jogar todos ao vento para que os ecos de se somem, ajudando o mundo e ao próximo.”

E nos deu pedacinhos de papel… Escrevemos nossas mensagens e colocamos na lata para serem somados às centenas de outras mensagens coletadas ao longo do Caminho.

Michael nos contou que sua missão no Caminho era deixar os pedidos de peregrinos de todo o mundo no vento de Finisterra; o fim do terra para os antigos ou final do Caminho para muitos peregrinos. Ele acredita que lá seja um lugar especial onde os pedidos poderão ser ouvidos…

O suiço aposta na força do coletivo e quer através dessa idéia original, levar uma mensagem de amor, união e harmonia. Michael torce por um mundo melhor, mais justo e humano e peregrina com esse propósito. Taí uma boa idéia que pode servir de inspiração aos próximos que virão…

Nossas mensagens já estão lá, esperando pela força do tempo e do vento do “final da terra”…

Ultreya!!

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