Tem sido um “espetáculo” assistir aos noticiários recentemente… Escândalos de corrupção no setor público e privado + crise econômica + aumento do desemprego + péssimas perspectivas de crescimento do país + inflação nas alturas + greves + dólar alto, etc.

Como viver bem com informações tão desestimulantes nos bombardeando todos os dias?

Viajamos mais de 2 anos para fazer uma pesquisa sobre motivação ao redor do mundo e nessa experiência nos deparamos com realidades muito contrastantes nos 28 países visitados. Percebemos muito a influência que o momento político, econômico e social tinha sobre seus habitantes. Acompanhamos por exemplo grandes manifestações nas ruas de Portugal e da Espanha, por conta da crise européia que já batia forte na época, e notamos a diferença de comportamento entre portugueses e espanhóis no enfrentamento desse difícil momento. Portugueses mais cabisbaixos e inconformados e espanhóis mais esquentados e revoltados. Experienciamos a super organização social de Singapura abarcando indianos, chineses, malaios e gente do mundo todo sob regras de conduta que são seguidas à risca; só assim para a pequena grande ilha funcionar. Nos embrenhamos em vilarejos isolados no sul da Ásia em que as pessoas vivem praticamente à base de troca, uns da pesca e outros literalmente de plantarem o que comem. Vistamos locais onde a religião é protagonista no sistema educacional e acaba se misturando inclusive com política, é o caso de países predominantemente islâmicos como Marrocos, Indonésia e Malásia. Não importa o local, cultura, religião ou raça, as pessoas sempre estão sendo influenciadas pelo meio em que vivem.

Parece haver uma espécie de ânimo coletivo, apesar de termos comprovado que as motivações individuais são absolutamente independentes.

 “Cada homem é um ponto singularissímo, sempre importante e peculiar, no qual os fenômenos do mundo se cruzam daquela forma uma só vez e nunca mais.” | Herman Hesse – Demian.

Herman Hesse observou a unicidade que cada ser humano possui. Também é única a maneira como cada um absorve intimamente e reage ao que está diante de si. Com isso é fácil perceber que sempre existe uma saída caso o que nos influencie não for do nosso agrado.

O primeiro passo é tomar ciência dos acontecimentos e entender qual o impacto eles possuem na nossa vida. Alguns são inevitáveis, então melhor encararmos como um desafio que nos fará crescer e não com conformismo.

O segundo passo é nos empoderarmos dos nossos potenciais e colocá-los em prática a favor de mudanças significativas. Essas mudanças podem abarcar apenas o âmbito das nossas próprias vidas e a dedicação a esse desenvolvimento pode acontecer em partes mínimas do nosso tempo. Não precisa se tornar nossa principal atividade para que tenha valor e importância. Com isso já nos sentimos muito melhor, começamos por aquela sensação de pertencimento ao mundo, aumentamos nossa relação de responsabilidade e encontramos mais propósito em estarmos vivos.

Quantas vezes ouvimos o jargão: “Quer mudar o mundo? Comece por si mesmo!”
Se não nos colocarmos como vítimas de tudo o que acontece ao nosso redor, mais conseguiremos contribuir e modificar para algo minimamente melhor!

Contagie com exemplos de ação e comportamento, positividade, otimismo e não “reclamismo” ou pessimismo. Entrar nessa onda, torna mais difícil enfrentar qualquer crise na vida e com certeza gera mais sofrimento ao atravessá-la!

A motivação é uma força intrínseca! Estimule a sua!

Por Danilo España

Matéria publicada no Portal Exame.com (Blog “O que te motiva”)
https://exame.abril.com.br/blog/o-que-te-motiva/como-manter-a-motivacao-em-alta-em-tempos-de-crise/

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