Já que estamos embarcando rumo a terra dos cangurus, resolvemos trazer ao Blog do Walk and Talk um pouquinho sobre a cultura dos aborígenes, afinal vamos nos deparar com esse “simbolismo” todo em poucos dias. Os aborígenes assim como outros povos da Polinésia e das demais ilhas da Oceania guardam até os dias de hoje muito de sua tradição original, revelando grandes tesouros sócio-culturais.

A Austrália é o lar dos aborígenes há mais de 40 mil anos, e até a chegada das potências coloniais no século 18 se manteve isolada, preservando essa “cultura ancestral”.

Os aborígenes eram conhecidos pelos colonizadores como “selvagens bárbaros” sendo oprimidos até épocas recentes.
Como não desenvolveram a escrita, toda a cultura e seus mitos foram transportados pelo tempo através de canções, histórias e desenhos rupestres espalhados por algumas regiões do país.

Os aborígenes tem a crença no “Tempo dos Sonhos”, acreditando num mundo com começo mas sem fim e em seres míticos que podem morrer apenas para se transformarem partes da paisagem. São extremamente ligados à natureza e vêem nela – montanhas, deserto, riachos, etc – representações simbólicas desses seres míticos ancestrais revelados. É como se o tempo todo a natureza interagisse espiritualmente com a cultura aborígene. Isso explica a adoração pela ULURU (Ayers Rock), considerada como sagrada, motivo pelo qual não se permite escalada no tão famoso símbolo australiano.

Existem várias formas recorrentes encontradas em seus desenhos e pinturas, tais como a “serpente arco-íris”, o homem-canguru, o lumaluma (baleia em forma de homem), entre outros signos extremamente importantes que revelam essa cultura ancestral riquíssima.

Esperamos em poucos dias trazer mais informações, dessa vez “colhidas” na fonte !!

Por Luah Galvão.

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