Sabe aquelas cidades que quanto mais a gente vai ficando, mais se apaixona?! Assim é Arequipa, dona de um lindo centro histórico branco-alvo, uma cultura nativa vibrante e muitas surpresas escondidas em cada viela.

Sou daquelas que curto demais cidadezinhas pitorescas e tenho um apreço especial pelas construções coloniais espanholas: as considero extremamente charmosas e bonitas. Conheci algumas ao longo da Volta ao Mundo, cujos centros históricos me despertaram sentimentos e sensações parecidas com Arequipa: Antígua (Guatemala), Mérida e Campeche (México), Colônia do Sacramento (Uruguai) e em uma outra viagem, a maravilhosa Cartagena na Colômbia.

Todas tem em comum um centro histórico super preservado e construções expressivas lotadas de requinte e adornos, conferindo uma atmosfera única que nos remete a um passado distante, nos deslocando pelo tempo e espaço. Os centros históricos são sempre os pontos de maior atração turística e também locais onde estão as pousadas, hoteizinhos, restaurantes e bares mais interessantes e charmosos da cidade. Isso sem contar as lojas de artesanato e galerias de arte sempre presentes.

Existe mais um detalhe que me encanta muito: a arquitetura colonial espanhola cria obras que se voltam para dentro e não para fora.

Nas casas se expressa através de grandes quadrados dos quais afloram pátios internos charmosíssimos. A rua esconde as maravilhas internas presentes nas construções que à primeira vista, parecem pequenas e claustrofóbicas, mas ao ingressar, muitas surpresas revelam. Acrescentando catedrais, igrejas, prédios públicos e praças deslumbrantes.

E assim foi nossa breve estadia em Arequipa, onde cada passo revelou uma surpresa. Me senti uma criança, meus olhos cheios de curiosidade buscavam por cada cantinho, cada viela, cada detalhe…

Arequipa tem muitas peculiaridades, é magistralmente cercada por 3 vulcões, que lhe brindam com uma visão deslumbrante. Um deles é o Misti, enorme gigante de 5822 metros de altitude. Esse fato lhe confere outra característica: a cidade histórica é toda branca – diferente das outras cidades da minha listinha. Isso porque o material usado para as construções é uma rocha vulcânica de coloração branca chamada “sillar”, típica da região. Todas as paredes são muito, muito largas, em geral com mais de meio metro para aguentarem os abalos sísmicos frequentes.

Saindo do centro histórico mais uma peculiaridade, percebi muitas zonas de cultivo, é como se dentro da própria cidade estivessem intercalados bairros mais populosos e pequenos sítios agrícolas.

Arequipa é muito limpa, não importando se dentro ou fora da zona turística. Em um tour passamos por bairros bem simples, mas que em nada lembram nossas favelas, pois são construções firmes de tijolo ou bloco com ruas asfaltadas e igualmente bem limpas.

Arequipa é conhecida também por sua gastronomia de altíssima qualidade. Diferente de Lima por sua distância do mar, não é tão focada nos ceviches ou produtos marinhos, mas é igualmente rica em temperos, aromas e sabores. Mais uma explosão para os 5 sentidos.

Uma pena foi não ter muitos dias para curtir. Saí de lá com vontade de quero mais. Sei que vou voltar um dia.

Dica: existem alguns city-tours disponíveis na cidade, eles dão uma macro visão da região e levam para bairros que não podem ser alcançados caminhando. Vale a pena fazer um tour de meio período e depois se perder à pé nas vielas do centrinho histórico. Achamos que Arequipa merece pelo menos 2 dias. Dela partem os tours para o Vale do Colca, mas a cidade é muito mais do que um ponto de partida.

No Comment

Comments are closed.

You may also like