Muitos dizem: “família a gente não escolhe!”. Outros acreditam que nossas almas decidem exatamente a família em que vão nascer para trabalhar sua evolução. Se escolhi ou não onde vim parar, gosto da família em que nasci, tenho orgulho das minhas raízes. Sei que na alegria ou na tristeza sempre aprendo com cada um deles.

Ter nascido em um lar não nos impede de encontrar outros “parentes espirituais”. Sabe quando você encontra aqueles “irmãos-de-alma”, aquele pai ou mãe espiritual?! Pois é, desde que começamos a viver essa vida mais nômade, conhecemos algumas pessoas que nos tocaram muito. Aquelas que quando olham no olho se conectam direto ao coração, sem barreiras, sabe?! E hoje a história é sobre 3 “mães” que tivemos a sorte de ganhar do universo…

Conhecemos a Maria em um domingo-azul do Caminho de Santiago. Ela e a amiga Junia estavam tomando um café. Não me lembro mais como o assunto entre nós começou… peregrinos em momento de pausa das caminhadas adoram se conectar. Eu sei que em menos de meia hora, os santos dos 4 haviam batido tanto que decidimos caminhar juntos. E esse “caminhar-juntos” levou mais de 15 dias. Foram dias deliciosos conversando, contando, revelando, ajudando, vivendo, rindo, descobrindo, sendo… brincamos ser os 4 personagens do Mágico de Oz pela estrada amarela. E era quase isso mesmo, as flechas amarelas do Caminho de Santiago estavam nos levando ao nosso “Oz”. Maria e Junia são americanas e a Maria é mestre em Healing Touch e a Junia – quem batizamos de irmã-espiritual, tem a Divine Tours, organizando viagens para o desenvolvimento humano e espiritual.
A Maria já estava fazendo o Caminho pela segunda vez, e em outra ocasião, atravessou os EUA de bicicleta, que orgulho!!! Não houve um dia sequer que não tenhamos aprendido algo com a Maria. Olhar dentro dos seus olhos azuis nos dava paz. Toda vez que queríamos desistir ou que o cansaço batia, era Maria que nos levantava e inspirava a seguirmos adiante. Nossa despedida no Caminho foi um parto, cortar o cordão foi duro.

Voltamos ao Brasil. O tempo passou…

E aí a vida nos trouxe “mãinha”, apelido carinhoso que demos à Tanya Althea. Já tínhamos ouvido falar bastante da Tanya, mas só a conhecemos ao vivo e a cores, quando, buscando por um lugar para ficar no Rio, nos indicaram sua casa. E o feriado de carnaval que duraria apenas 5 dias, virou 12 e as marchinhas de rua deram lugar à longos papos, muita filosofia, muito amor. A Tanya sabe ler sua alma só de olhar. É mestre em Tantra e celebra casamento celta – um mais lindo do que o outro. Com seus longos cabelos ruivos, ela tem mesmo uma carinha que saiu dos contos de Avalon. Foi tanto amor que a casa dela virou “nosso lar no Rio”. Sempre que podemos estamos juntos celebrando a vida!

Depois, quem cruzou nosso caminho foi a Sheillah – uma “menina” de 69 anos com olhos brilhantes e a energia do Sol! Fomos alugar um carro no mesmo local em que ela trabalha como agente de turismo. Ela olhou uma vez e sorriu. Olhou de novo, sorriu mais largo. Não aguentei pulei de cadeira e começamos a conversar. Meia hora depois, estávamos de mãos dadas filosofando sobre vida, felicidade, sonhos… e uma fila tinha se formado pra falar com ela sem que a gente percebesse. Dois dias depois estávamos na casa dela, falando, falando… ouvindo as maravilhosas histórias de sua vida que, juro, valem mais um post. Foi um banho de energia!

Maria, Tanya, Sheillah… de alguma maneira elas ativaram em nós a nossa melhor parte. Nos inspiraram e ensinaram sobre a paz, harmonia, confiança, verdade, protagonismo, sincronicidade. Nos ensinaram sobre a arte de viver e amar.

Sabemos que independente da distância, estamos conectados e estaremos sempre. O amor tem dessas!

E vocês não encontram pais espirituais?! Eles também apareceram, assim como irmãs e irmãos. Acredito que nossa família cósmica seja farta e esteja sempre nos cercando. Tem pessoas incríveis prontas para se conectar de verdade. Os elos estão aí para serem feitos, é que na loucura do dia-a-dia, nem sempre estamos com os corações abertos para reconhecer e sentir. Fica aqui nossa homenagem pra esses seres maravilhosos que nos encorajam a seguir adiante!

(Gracinha, minha mãe de ventre, te-amo-sem-fim!!! Esse post é também uma homenagem à você.)

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